sábado, 20 de dezembro de 2008

II FESTIVAL "CANTOS E ENCANTOS DA POESIA" 2003

DIGITAÇÃO:
Luciana Carvalho Evangelista da Paixão

LOGOMARCA:
Adriano Silva Tomazeto

REVISÃO:
Mônica Aparecida Chaves Ferreira Rocha

DIREÇÃO:
Solange Soares Cabral Riguete

APRESENTAÇÃO
Já na segunda edição, o Projeto "Cantos e Encantos da Poesia" apresenta, através da Escola Estadual "Astolfo Dutra" novos autores colhidos na sala de aula, revelando talentos juvenis.

Aos nossos poetas, queremos que saibam que vocês nos transmitem o carinho, o amor, a alegria e o desejo de transformar o mundo através de suas poesias!

Parabéns a todos que colaboraram!




POESIAS/2003




ARCO-ÍRIS


Sou um arco-íris e nasci lá no céu.
Todo mundo gosta de mim e me acha bonito.
Quando apareço todo mundo adora.
Mas quando desapareço eu também fico triste.
Sou um arco-íris feliz.
Cheio de cor no meu nariz
Minhas cores são: amarelo, verde, laranja, vermelho,
Azul anil, verde escuro, violeta.


Renato Vitor Oliveira Amorim
Bruno da Silva Fonseca
Turma: Corações Unidos
Professora: Amália




O JARDIM












O meu jardim é florido
Como as estrelas do céu
Os bichos cantando
é belo meu jardim.
As borboletas, as flores
Os animais, lá têm vida
Tudo tem vida de verdade.
Os pássros e as borboletas voa
As rosas iluminam o meu jardim
Como as estrelas
Iluminam o céu.



Ana Carolina Rodrigues de Souza
Turma: Coração Valente
Professora: Maria Elice



SOL



Olha o sol luminoso
Bonito e charmoso
Longo e belo
quem não quer esse sol todo amarelo?
O sol canta e dança
Pula e descansa
Ilumina toda a cidade
Ele se encanta.
Longo sol amarelo
Sua Luz é bem forte
Irradiando energia
E até muita sorte.
Hoje o sol está brilhante
Com seus raios elegantes
Apareceu lá no céu
Despontando no horizonte.

Ludmila da Silva Piobello
Turma: Turma da Amizade
Professora: Célia


ANIMAIS

Animais de todo tipo

Como elefante elegante,

muito grande

parecendo um gigante.

cava, cava, até o chão,
quando sai para descansar
Já está lá no Japão.


O rato roeu
o queijo
na hora
de me dar um beijo.
Ó minha amada
vou chamar
toda a bicharada!
Vinícius de Moraes Norberto
Turma: Gurreiros do Amor
Professora: Leliana

O MUNDO E A ARTE














Cada um tem sua arte
A minha é brincar com lápis e pincéis
Adoro desenhar!
Se pudesse... hum!
Queria ser grande desenhista!
Seria ótimo desenhar um mundo melhor
Porque esse mundo está mal dividido
Adoraria que meus pensamentos e desenhos
Virassem realidade...
Para que nos reconhecessem como cidadãos
Que também podem dar suas opiniões.
Minha arte também
É amar e respeitar os que me rodeiam
Não só atravé do láspis e da tinta
Mas da arte do coração.
Nosso mundo tem muitas qualidades
E também defeitos
Por isso eu peço a todos:
Desenhem este mundo mais belo!
Pinte-o de azul
E branco da Paz!
Sejam mais criativos!
Para que um mundo melhor chegue até nós...

Milene Benette Andrade
Turma: Mundo Melhor
Professora: Mônica

BRINQUEDOS DE CRIANÇA

Muitos brinquedos de criança
vamos encontrar:
boneca, bola,
corda, papagaio,
mas o meu preferido
é queimada com os amigos.

Os brinquedos de hoje em dia são:
vídeo-game, futebol,
luta e "hominho".
Não sei por que esqueceram
das bonecas e dos carrinhos.
Baralho e dama
sempre gostam de jogar,
adoleta, pique-pega,
corre cutia e pique-esconde.
Quem me dera ver de novo
Todos brincando sem parar.
Ciranda, cirandinha.
Dragon ball GT
Tarzan e amarelinha
É só você escolher.

Stefânia Xavier Pacheco
Turma: Diamante
Professora: Maria Luiza

O PAÍS DA MATEMÁTICA












O país da matemática é o país da emoção
Cheio de números, cores e muita diversão.
No país da matemática todos os moradores
Se encontram na verdadeira paixão.
O país da matemática é o verdadeiro sonho da humanidade
Onde com os números, todos vivem brincando
Sempre somando, dividindo, subtraindo e multiplicando,
Contando com alegria a paixão do coração.
Nesse país a matemática não é a matéria do terror
E sim a brincadeira do amor
Onde as noites, com milhões de estrelas
Brilham nessa emoção.
Nesse país a matemática, a felicidade
E o respeito se multiplicam na canção do amor
Ah! Se fosse verdade!
Mas é só um sonho da minha imaginação.

Flaviane Oliveira da Silva
Turma: Mentes Geniais
Professor: Sebastião

A LUZ DA LAMPARINA

A lamparina estava acesa
Eu lendo um livro
A mamãe fazendo o jantar
O papai tocando o gado.
Certo dia, minha mãe morreu
Ficamos sozinhos
Meu pai e eu
A lamparina ia perdendo o seu brilho
Tudo estava ficando triste,
Meu pai já não saia mais,
para tocar o gado.
A lamparina estava apagando
Eu não lia meus livros
Tudo estava sozinho
De repente a luz da lamparina
se apagou.
Dei adeus a alegria de viver
Não queria mais saber de viver
Nada tinha sentido
Depois disso, a lamparina ficou lá
Quietinha no seu canto.
Nós não acendiamos mais
Ela ficou solitária
Ela aí se quebrou
Acabou a lamparina
Tudo se escureceu
E a alegria nunca mais voltou.
Luis Antônio da Silva
Turma: Amigos da Natureza
Professora: Lucinéa


AS GRANDES MUDANÇAS












A economia da Europa Ocidental
Viveu grandes transformações
Novidades tecnológicas
Aumentaram as produções.
O comércio da cidade
voltou a ser importante
Surgiu uma classe social
A economia da Europa
ocidental.
Os burgueses viviam da cidade
E eram comerciantes
Tudo isso aconteceu depois
Que o comércio voltou a ser importante.
Através da burguesia
vivia uma grande relação
Um ajudando o outro
Estendendo a sua mão
A economia Capitalista
brotou no interior da sociedade feudal
até que um dia
distribuíram tudo e tudo acabou.

Eunice Coutinho Arruda
Turma: Gurreiros da Paz
Professora: Naide



CIDADE GRAMATICAL


Numa praça de amor
Numa esquina de alegria
Numa rua sentimental
nasce a Cidade Gramatical.
Do Verbo Amar
Aonde os sons se fortalecem
Aonde o brilho do pronome todos
Se envolve no substantivo amor.
Na Cidade Gramatical do Verbo Amar
O português é bem claro
leva o substantivo respeito
para a fonte da paixão
Aonde ninguém pode viver
Sem os pronomes
eu, tu, nós, vós.
Pois sentimentos como esses
por aí se encontram.
Paz, amor, respeito e alegria
com todos juntos podemos conquistar
basta o substantivo sorriso
e muito amor pra dar.
Só na Cidade Gramatical do Verbo Amar
É que as pessoas encontram
Em todos os lugares
o substantivo felicidade
Radiando os habitantes daquele lugar.

Maria de Fátima Oliveira Amorim
Turma: Mentes Brilhantes
Professora: Isabel


CLASSIFICADO POÉTICO

Compro um baú
para guardar minhas lembranças
de quando eu era criança.


Quero um baú
para guardar minhas lembranças.
Para nunca esquecer
que um dia fui criança.


Quero um baú
que tranca com cadeado,
para nunca esquecer
que eu fui bem criado.


Quero um baú
muito seguro
para nunca esquecer
que um dia me preparei para o futuro.


Diego Augusto Luciano
Guerreiros do Futuro
Professora: Nilza e Isabella


VENHA CONHECER O BRASIL


Vou levar você pra dançar
Música caipira comigo
Em Minas Gerais, festa
Lá o povo é quem faz.
Venha dançar!
Porque é bom demais!


Vou levar você
para dançar nas belas praias
de Salvador
Vendo o pôr-do-sol
Sentindo muito calor.

Vou levar você
Para ver rodeio em São Paulo
Para ver belos cavalos.
Vou levar você pra Belém
do Pará
Pra dançar a dança
Do Boi-Bumbá.


Vou levar você para o Paraná
O Sul do Brasil
Também é o meu lugar.


Venha pra cá , pra dançar,
cantar...
E ver nossa mista cultura!
Você, com certeza,
Vai se encantar!

Pâmela de Moraes
Turma: Comando dos Intelectuais
Professora: Norma




O PRECONCEITO DA SUBTRAÇÃO















Há muito tempo
Que as pessoas
Só sabem subtrair.
São subtraídas da Sociedade
Aquelas pessoas que têm mais dificuldades,
Aquelas que tentam se recuperar
De um passado sujo ou doença grave.
Se as pessoas aprendessem a somar
Forças com o próximo
Saberiam que o resultado
Desta conta seria a união
E não o Preconceito.

Vinícius Souza Coimbra
Turma: Guerreiros do Astolfo Dutra
Professora: Joselice


AMOR X PRECONCEITO



Tanta beleza
Um planeta multicolorido
Pra que dividir as beldades
Tornando um mundo sofrido?

Uma coisa que me incomoda
E me dói profundamente
É ver e sentir o preconceito
No coração de nossa gente.


Preconceito e Amor
São como singular e plural
Nunca andam de mãos dadas
pois fogem do ponto final.


O amor é substantivo abstrato
Preconceito é abstrato, mas tão concreto
É preciso tratar as pessoas
Com mais respeito e afeto.


Preconceito ainda existe
Se fosse verbo não seria para se conjugar
Pois preconceito não se conjuga
Só serve para magoar!


O preconceito é um pecado
Que não deveria existir
Ele esmaga, dói e atrasa
nosso direito de sorrir.


O amor é um sentimento puro
Difícil de se encontrar
Pois o amor não se compra
É preciso conquistar.


Há preconceito de raça,
De estatura, de cor, de religião,
Pra curar tudo isso
Só o amor, que é sem distinção.
Se o mundo conjugasse
Os verbos incluir e valorizar
O preconceito seria destruído
E o amor e a paz iriam reinar.


Deus nos criou para amar
Não para ter preconceito
Não basta chagas em Jesus
É preciso libertar-nos desta cruz!


Edcley da Silva Bento
Turma: Os Invencíveis
Professora: Mônica




RECEITA PARA ESCREVER POESIA
Vó Maura e Vó Doca com toda experiência
De quem sabe cozinhar
Dão finalmente a receita escondida há anos
No coração e na lembrança


Pegue um papel branco e um colorido
O negro não pode faltar
Junte uma tecla, um lápis ou até mesmo uma
caneta
Misture bem até sintonizar.
Para a massa, recorra à natureza
Uma flor, um riacho, um brilho de estrela
Tempere com amor
E deixe que a massa descance no balanço do arco-íris.


O recheio pode ter métrica, rimas
Se preferir, apenas palavras soltas
Ou mesmo um livre pensamento
O que surgir num mágico momento.


Para a cobertura
Despeje um quilo de idéias
Peneire bem com cautela
E acrescente algumas gotas da lágrima de uma saudade.


Asse com o calor de um raio de sol
Em forma untada com confiança
E sirva numa escola, numa igreja, numa praça
Ou num lar necessitado de esperança.


Mônica Ap. Chaves Ferreira Rocha


POESIA BRASILEIRA

Poesia brasileira
Pode estar no samba ou no pagode
Poesia brasileira
Pode ter trança e capoeira.


Sem chá, sem louça estrangeira
Poesia brasileira
Pode ser declamada
No vatapá ou na feijoada...


Nem precisa de modelo
Com rimas assim... aportuguesadas
Mil novecentos e vinte dois
Foi marco que não se findou
Com o preconceito pelas nossas raízes...


Poesia brasileira
Não precisa de talher francês
Pode estar em plena avenida
Num samba de carnaval


Numa festa caipira
Com repentes no varal
Com Jeca Tatu e Patativa
Na roça ou lá no quintal.


Poesia brasileira
É forte, autêntica,...
O brasileiro não precisa de máscara de cor
Para se pintar de emoção
Ele carrega a poesia
No fundo do coração.


Mônica Aparecida Chaves Ferreira Rocha

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